[ Confira em breve o Blog da AMAR ]
Essas magníficas aves têm acompanhado toda a história do homem no planeta, sendo lembradas desde a mais remota antiguidade como símbolos de nobreza, força, agilidade e perfeição. Gaviões, falcões, corujas e águias representam o ápice da cadeia alimentar, sendo predadores por excelência, de modo que são também excelentes indicadores ambientais.
O Raciocínio é simples: se um determinado ecossistema possui populações estáveis e saudáveis de rapinantes, significa que eles provavelmente encontram presas suficientes naquele local, como outras aves, insetos, répteis e pequenos mamíferos. Isso por sua vez indica que essas presas também têm acesso a alimento suficiente naquela área, tais como frutos, raízes e pequenos invertebrados. Se os animais do topo da cadeia prosperam, isso ocorre porque o restante da cadeia também está funcionando bem, o que aponta para um meio ambiente equilibrado, infelizmente algo cada vez mais raro de se encontrar.
Além disso, as aves de rapina também possuem uma importante função ambiental, pois, ao predarem outros animais, não apenas controlam suas populações, mas também selecionam e eliminam naturalmente os mais fracos e menos aptos, contribuindo para a evolução dessas espécies.
Por fim, essas aves atraem a atenção e cativam por sua beleza, potência e desenvoltura, sendo excelentes veículos propagadores do espírito conservacionista, através de ações de educação ambiental tanto junto a crianças quanto a adultos, já que ambos ficam fascinados por elas. E com razão.
São os membros de grande porte da família accipitridae, possuem hábitos diurnos, asas longas e amplas, caudas de tamanho médio e uma constituição física geralmente mais robusta do que a dos demais rapinantes. A maioria das espécies habita os continentes europeu, asiático ou africano, mas algumas são encontradas nas Américas e poucas na Oceania. Estão entre os animais mais admirados pelo ser humano, transmitindo uma imagem de força e nobreza e possuindo excelente visão e um vôo majestoso.
Pertencem à família falconidae e ao gênero falco e são, em geral, os menores e mais ágeis representantes da ordem dos falconiformes. Seu nome vem do latim “falx” (foice), em referência às suas garras curvas e afiadas. São os rapinantes com a mais ampla distribuição geográfica sendo encontrados em quase todas as regiões do planeta. Seus corpos são moldados para vôos de caça em altíssima velocidade e para execução de manobras em frações de segundo, através de asas longas e afiladas e cauda curta.
O termo abrange uma grande variedade de rapinantes da família accipitridae que são, em geral, de médio porte (com tamanho e peso entre os das águias e falcões). Os que pertencem ao gênero Buteo possuem asas longas e amplas e são mestres na arte de planar, utilizando a gravidade a seu favor para descerem sobre suas presas. Já os que pertencem ao gênero accipiter têm asas mais curtas, pescoço pequeno e caudas longas, estando perfeitamente adaptados à caça através de emboscadas em áreas como bosques e florestas.
Membros da ordem dos strigiformes, são em sua maioria animais de hábitos noturnos, com incríveis adaptações utilizadas para caçar em condições de pouca ou nenhuma luminosidade, destacando-se sua excelente audição e sua visão especializada, além de sua plumagem diferenciada que reduz a turbulência possibilitando vôos extremamente silenciosos, de modo a não revelar à presa sua aproximação. Diferentemente de boa parte das aves, a maioria das corujas não constrói ninhos, habitando buracos em árvores, tocos, edifícios e no solo, ou utilizando-se de ninhos de outras espécies.
Ainda não existe consenso sobre a categorização dos urubus como aves de rapina, no entanto, dadas suas semelhanças com os gaviões e sua importante função ambiental, a AMAR também atua em prol destes animais. Pertencem à ordem dos cathartiformes (que inclui também os condores), sendo aves necrófagas, ou seja, que se alimentam de animais mortos. Possuem um excelente olfato, localizando carcaças a grandes distâncias. Contam com um sistema digestivo poderoso, alimentando-se de presas em tal estado de decomposição que se fossem ingeridas por outros animais provavelmente causariam sérios danos a sua saúde.